MEIO AMBIENTE
Presidente da Femarh enfatiza a importância do linhão de Tucuruí para o Estado
Repórter: Rosi Martins | Edição: Secom-RR | Foto: Cíntia Shulze

Nesta terça-feira, 14, o presidente da Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), Rogério Martins, e o assessor especial da presidência, Sadi Cordeiro de Oliveira, participaram da 77º Reunião Ordinária da Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente), em Brasília – DF.
Em pauta esteve o projeto de Lei Geral do Licenciamento Ambiental e processo de outorga de pequenas centrais hidrelétricas. O Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e a presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Suely Araújo, participaram do encontro do colegiado. 
Na ocasião, o presidente da Femarh, ressaltou para as autoridades presentes a atual realidade do sistema de energia elétrica do estado e as dificuldades enfrentadas.  Ele destacou que mesmo se falando bastante em preservação ambiental, Roraima teve o parque energético ampliado com a instalação de usinas termoelétrica, altamente poluidoras.
“Somos o único Estado da federação que não está interligado com o sistema nacional elétrico. O linhão de Tucuruí foi até o Amazonas, inclusive com a contratação do consórcio para levar essa rede de energia até Roraima, e infelizmente em virtude de a linha de transmissão adentrar a área indígena WaimiriAtroari, o processo de instalação se encontra parado por este entrave e Roraima continua a sofrer pela falta de uma energia de qualidade”, ressaltou. 
A possibilidade do licenciamento ambiental pelo órgão estadual em terras indígenas também foi levantada pelo presidente. “Hoje Roraima, com o trabalho desenvolvido na gestão da governadora Suely Campos, tem conseguido recursos para fazer obras de melhorias em estradas e vicinais que também passam por terras indígenas, e se encontram travadas em virtude da dificuldade de se conseguir o licenciamento nessas áreas”, disse Rogério. 
O Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, em resposta às indagações, informou que as questões estão em avançado processo de negociação com a Funai, diante da cobrança que o ministério já vem recebendo do governo do estado e da bancada parlamentar, na Câmara e no Senado.
“Nesse caso específico do licenciamento em terras indígenas, desde o ano passado a gente tem tentado sensibilizar a Funai, estabelecendo um diálogo para se buscar resolver a questão”, destacou. . 
Sobre a construção do linhão de Tucuruí, a presidente do Ibama, Suely Araújo, disse que a instituição não seria um entrave para a instalação do linhão. “O empreendedor se quer consegue adentrar na área, pois os indígenas não autorizam nem memso a realização dos estudos necessários para se verificar o impacto. A própria Funai enfrenta dificuldades para gerenciar essa entrada nas áreas”, destacou a presidente. 
TERRA INDÍGENA – A terra indígena Waimiri Atroari onde o projeto do linhão passa, tem um trecho de 122 quilômetros. A malha de 721 km, entre Manaus e Boa Vista, finalmente conectaria o estado por uma única rede de energia, o chamado SIN (Sistema Interligado Nacional). Com a linha, Roraima não teria mais de queimar diariamente milhares de litros de óleo diesel em usinas térmicas, nem depender da precária importação de energia da Venezuela para suprir o consumo da população. 
ABEMA – A Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente) reúne representantes das instituições estaduais de Meio Ambiente dos 26 Estados e do Distrito Federal, a cada três meses, sempre às vésperas da reunião do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).
Tem como objetivo principal o fortalecimento institucional do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente) e do SNRH (Sistema Nacional de Recursos Hídricos). Além disso, promove a participação da sociedade nos mecanismos de gestão ambiental e na articulação com os demais setores para viabilizar programas e projetos que contemplem o desenvolvimento sustentável.